Morcegos são essenciais na natureza. Mas cuidado com eles!

São os únicos mamíferos que voam. Permanecem em seus abrigos durante o dia e saem à noite para se alimentar. Os morcegos desempenham papéis importantes na natureza, ajudando no reflorestamento, espalhando sementes e como polinizadores e, também, como controladores de algumas populações de insetos.
Devido à sua grande importância esses animais são protegidos pela Lei de Crimes Ambientais (Lei n°9605/98). Sendo assim, não devem ser mortos ou maltratados. Morcegos não são agressivos, não atacam pessoas ou animais, e só mordem defensivamente se forem manipulados.

Existem cerca de 150 espécies conhecidas atualmente no Brasil, com diferentes hábitos alimentares. A grande maioria que vive nas cidades alimenta-se de insetos (insetívoros), frutos ou peças florais (frugívoros) e néctar (nectarívoro).

Apenas 3 espécies que raramente são encontradas em áreas urbanas alimentam-se de sangue (hematófagos).

Os frugívoros: buscam seu alimento fazendo vôos rasantes próximos as árvores, dando a impressão
às pessoas que estão atacando. Isso não acontece. O principal incomodo que esse grupo pode trazer é a sujeira causada por suas fezes pois defecam em vôo. O que fazer? Podar a árvore de forma que ela receba mais luz; Remover brotos, flores ou frutos reduzindo a oferta de alimento; Plantar árvores que no futuro não servirão como fonte de alimento.

Os insetívoros: buscam abrigo nas edificações em locais como forro, caixas de persiana, juntas de dilatação, chaminés, entre outros. O que fazer? Para impedir a permanência deles nesses locais, deve-se
realizar a remoção sem manipula-los. Nunca utilize venenos ou produtos químicos para desalojar morcegos.

Como fazer o desalojamento?

Lembrar que os morcegos saem ao anoitecer para se alimentar, portanto qualquer vedação que seja necessária deve ser feita após a saída desses animais.

1° – Localizar o ponto de entrada e saída dos morcegos;
2° – Verificar a existência de outras aberturas (desde que maiores que 1,5 cm) e vedá-las (pode-se usar materiais temporários como papel, pano, espuma, etc). Deixar aberta apenas a usada como entrada pelos morcegos.
3° – Ao anoitecer e após a saída dos morcegos, vedar com material temporário a abertura utilizada por eles.
Os morcegos que saíram para se alimentar não conse- guirão mais entrar e buscarão outro local para se abrigar.
4° – Para ter certeza de que todos os morcegos saíram, no dia seguinte remover o material que usou para obstruir a entrada. Aguardar a saída dos morcegos que ficaram, e vedar definitivamente a entrada.
As seguintes alternativas de desalojamento podem ser usadas após todas as aberturas já terem sido vedadas, com exceção do local de entrada e saída dos morcegos:

– Prender frouxamente uma tela de nylon sobre esse local de forma que a parte inferior da tela fique aberta.

– Usar um tubo de PVC com um plástico mole com o fundo cortado (pode ser um saco de arroz) com cerca de 40 cm preso a outra extremidade.

Para remover as fezes acumuladas deve-se umedece-las a fim de evitar a suspensão de poeira. Utilizar máscara e luvas.

CUIDADO

Independente do hábito alimentar, todos os morcegos podem em algum momento de sua vida adquirir e transmitir a raiva para o homem e também para outros mamíferos. Os morcegos que vivem em área urbana mordem apenas se forem manipulados. Se forem tocados podem transmitir a raiva.

Morcego encontrado em situação anormal tais como: caído, voando durante o dia, pousado em muros ou paredes, nunca deve ser manipulado, mesmo se estiver morto. Usar uma caixa, balde ou pano para imobiliza-lo e assim impedir que animais domésticos ou uma pessoa desavisada entre em contato com o morcego.

Em seguida ligar para o Centro de Controle de Zoonoses no telefone (19) 3245-1219, que providenciará a remoção do morcego e o seu envio para exame laboratorial.

PREVENÇÃO

Para evitar o desenvolvimento da raiva em humanos é fundamental que todas as pessoas agredi- das por qualquer mamífero tais como cães, gatos, herbívoros domésticos (bovinos, equinos, caprinos ou ovinos), mamíferos silvestres (macacos, raposas, gambás, coatis, etc), ou que entraram em contato com morcegos, procurem rapidamente o Centro de Saúde mais próximo para a adoção das medidas indicadas (observação do animal e/ou vacinação e/ou aplicação de soro antirrábico).

Outra medida preventiva de grande importância para a prevenção da raiva é a vacinação anual dos animas domésticos (cães e gatos) e dos herbívoros domésticos na zona rural.

Para maiores orientações procure o CCZ. Tel: (19) 3245-1219 ou o serviço de saúde mais próxima.

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